“Tudo aquilo que eu não disse” – Kathryn Hughes

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TUDO AQUILO QUE EU NÃO DISSE

Por Vanessa – @bibliotecaria_gaucha

 

Sou uma pessoa totalmente conquistável por uma capa bonita, confesso sem vergonha nenhuma. Claro que algumas vezes me decepciono quando finalmente leio o livro e ele não passa de uma capa bem elaborada, mas posso afirmar com 100% de certeza que não foi o caso com este.

Tudo Aquilo Que Eu Não Disse foi além das minhas expectativas, esperava um romance meloso envolvendo uma carta e duas garotas com suas histórias separadas por mais de 30 anos, e ele é mais ou menos isto mesmo, fora a parte do romance meloso. Na verdade nossas duas protagonistas possuem histórias de vidas bem sofridas e tristes e, não que eu seja uma pessoa melancólica, mas foi isto o que me ganhou na trama, eu aaamo um bom drama familiar.

A introdução do livro começa com uma senhora contando uma história para sua neta, a menina queria saber como seus avós tinham se conhecido. A partir daí passamos para a ‘Primeira Parte’ da trama onde a protagonista é Tina, uma jovem casada há 4 anos com Rick. O casamento é um pesadelo para Tina que sofre agressão por parte do marido desde a lua de mel, aliás, a primeira cena entre eles é de dar ânsia e raiva em nível máximo, o cara não vale nada, vive às custas da mulher e passa os dias dentro do copo além de torrar o dinheiro dela em apostas.

Tina trabalha em um escritório durante a semana e numa loja beneficente aos sábados, foi nesta loja que ela encontrou uma carta ainda lacrada dentro do bolso de um paletó, a curiosidade foi maior do que o bom senso e Tina acabou lendo a carta que era endereçada à Chrissie. O detalhe é que Chrissie nunca chegou a receber a mesma já que esta não foi nem postada. O remetente era Billy e o conteúdo tocante demais para que Tina não se interessasse por ele. O interesse foi tal que ela decidiu entregar a carta à Chrissie, mesmo que tenha sido escrito há mais de 30 anos e as chances de encontrar a destinatária sejam mínimas.  Felizmente, na carta estavam os endereços tanto de Chrissie quanto de Billy e este foi o ponto de partida de Tina.

Chrissie, em 1939, era uma jovem de classe média alta que, para desespero de seu pai, se apaixonou por um rapaz de família humilde. Billy foi adotado aos 10 meses de idade por uma mãe amorosa que havia acabado de perder seu bebê com apenas cindo meses. O pai nunca aceitou Billy como seu filho legítimo e culpava a esposa por não ter conseguido salvar o bebê que morreu de uma doença desconhecida na época, sendo assim, Billy era muito ligado à mãe e graças a ela, cresceu e se tornou um ótimo rapaz, educado e carinhoso, mas ainda assim, não era o bastante para a filha do Dr. Skinner.

Chrissie e Billy começaram a namorar. O Dr. Skinner não se opôs ao namoro, pois acreditava que a guerra estava para começar a qualquer momento e sabia que Billy seria recrutado, dando por encerrado aquele romance sem fundamento, mas um fato novo e inesperado torna possível que a ligação entre os jovens fosse permanente e, isto levou o pai da garota ao desespero. O Dr. Skinner mandou a filha para o interior da Irlanda para viver com uma tia em uma fazenda até que o bebê nascesse e fosse dado à adoção. Chrissie nunca mais voltou para casa.

Este é o cenário do livro que é dividido em 3 partes. A trama é mesclada em três tempo, o presente, o ano de 1973 e o ano de 1939. Quem resiste à um livro com uma boa dose de drama, romance e um elemento que une o passado e presente? Eu com certeza não resisto. A forma como as histórias de Tina e Chrissie se conectaram foi a cereja do bolo para a minha avaliação, claro que no decorrer da leitura eu já imaginava que elas se encaixariam, mas o desfecho superou as minhas expectativas e me deixou com um sorriso de orelha à orelha pelo final das personagens, depois de tudo o que passaram , era mais que merecido! Se recomendo a leitura? Sem a menor sombra de dúvida!!!

 

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