“O cirurgião” – Tess Gerritsen

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Por Sylvia Tavares
Algumas das melhores coisas da Bienal pra nós blogueiros, é a troca entre iguais, amantes de livros. Dei muitas dicas de livros pra leitores e recebi na mesma proporção. Essa resenha é isso. Uma dica de @flavya_23. Assim conheci @tess.gerritsen e a descoberta de mais um subgênero dentro do suspense, o médico. Vivendo e aprendendo. Nem sabia mas já lia suspenses médicos desde os áureos tempos de Robin Cook. E amava, tenho uns 10 títulos dele. Voltando à Tess, comecei com #OCirurgiao e li num fôlego só. Que livro SEN-SA-CI-O-NAL. De arrepiar!

Começa com o prólogo onde o assassino fala depois de matar uma de suas vítimas. E é entremeado de narrativas dele. É como se ver na mente de um louco que comete crimes macabros, totalmente impiedoso com suas presas, e pasmém, que vive normalmente entre nós. É até simpático. Podia ser o cara que te atendeu numa loja hoje, ou o seu colega de escritório sentado bem aí do seu lado. Já está sentindo os calafrios? Kkkkkk.

É assim o tempo todo nesse livro, a adrenalina corre solta no sangue. E tem sangue viu? Mas não é gratuito, o livro é todo bem amarrado, sem pontas soltas, e não dá pra largar. Tess sabe o que faz, afinal era médica antes de virar escritora. E você sente essa segurança na narrativa dela. Constrói seus personagens brilhantemente e dá corpo e entranhas a eles, não só uma descrição. É envolvente, aterrorizante e brilhante.

Em O Cirurgião, o psicopata entra na casa de mulheres que moram sozinhas, e as acorda para um terrível pesadelo, onde com precisão cirúrgica, daí seu apelido, ele retira o útero de suas vítimas pra guardar de lembrança. Ai! Qual é o simbolismo disso hein? Fica tranquilo que ele vai te explicar. O próprio assassino. Hehehe.
A detetive designada para investigar o crime, Jane Rizzoli, virou até série do TNT, Rizzoli & Isles, baseada nos livros de Tess Gerritsen. Interessante sobre essa personagem, é que apesar de estar numa posição de poder, ela tem sérios problemas de auto estima e se sente estigmatizada, o que dá um ar mais humano à uma trama nada humana…

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