“O homem de giz” – C.J.Tudor

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Editora: Intrínseca
Tradução: Alexandre Raposo
Páginas: 272
Gênero: Ficção
Formato: 15,5 x 23 x 1,8

O Homem de Giz é um suspense psicológico narrado pelo personagem Eddie Adams. O livro apresenta Eddie e seus amigos de infância em uma cidade da Inglaterra e como tudo começou a degringolar no Outono de 1986 com um passeio à feira da cidade. Entre acontecimentos trágicos e um assassinato, o grupo de amigos se depara com problemas domésticos e dramas familiares, o que não os impede de se encontrarem, aproveitarem o descanso da escola e se comunicarem secretamente através de desenhos simbólicos, homens de giz rabiscados no asfalto, desenhos este, que sem nenhuma explicação plausível, sempre antecedem uma tragédia ou estão presentes nas cenas dos crimes.
30 anos após aquele Outono, Eddie, dentro de sua pequena rotina de professor, se vê obrigado a encarar os mistérios de sua infância em razão de novos acontecimentos e revirar feridas apenas abafadas. Como só temos o ponto de vista de Eddie durante toda a leitura, fica difícil distinguir loucura e sanidade, trazendo um ar sombrio e meio psicótico à trama.
A narrativa do livro é ágil trazendo os fatos de maneira cronológica, intercalando entre narrações de 1986 e 2016, dando ao leitor apenas um vislumbre de todos os acontecimentos e fazendo com que não se consiga parar de ler até descobrir toda a história. Os personagens são bem elaborados dentro de seus núcleos e criativos na sua construção, o que faz a leitura fluída e agradável.
O desfecho do livro é apresentado gradualmente e torna o desenrolar dos mistérios mais chocantes e imprevisíveis, fazendo com que o leitor imagine várias teorias e as tenha quebrada em cada novo fato.
O Homem de Giz traz uma história surpreendente, com um final convincente e mostra que qualquer escolha ou ato, por mais inofensivo que pareça, pode interferir enormemente na nossa vida ou na de outros.

Em muitos casos, aquilo que nos define não é o que fazemos, mas sim as nossas omissões. Não estou a falar de mentiras, mas de verdades que não se dizem – 164”

C. J. Tudor nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. Seu amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo. Enquanto os colegas liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e James Herbert. Ao longo dos anos, atuou em várias funções, como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães e agora escritora. O Homem de Giz é seu romance de estreia.

Sinopse

Assassinato e sinais misteriosos em uma trama para fãs de Stranger Things e Stephen King Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso, nada mais é como antes. Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás. Alternando habilidosamente entre presente e passado, O Homem de Giz traz o melhor do suspense: personagens maravilhosamente construídos, mistérios de prender o fôlego e reviravoltas que vão impressionar até os leitores mais escaldados.

Resenha by Tatiana Mesquita

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