“Hex” – Thomas Olde Heuvelt

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Isto é o quanto basta para as pessoas mergulharem na insanidade: uma noite a sós consigo mesmas e o que mais temem.” 

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 Black Spring é uma clássica cidade do interior dos EUA, com suas histórias de fantasmas e tradições. Só que uma destas antigas histórias está viva até hoje. Os seus moradores convivem com a presença física da bruxa Katherine Van Wyler, condenada à morte por bruxaria em 1664.

Ocorre que Katherine, nem tão morta e nem tão viva, perambula pela cidade, arrastando suas correntes com seus olhos e boca costurados.  Neste clima de caça às bruxas, os atuais moradores, presos dentro dos limites da cidade por uma maldição, tentam manter suas vidas dentro de uma certa normalidade, aprendendo a conviver com as aparições de Katherine. Para isso foi criado o HEX, entidade que coordena ações para impedir que visitantes descubram a existência da bruxa, monitorando seus passos através do HEX App.

Trazendo o terror do século XVII para o atual século XXI, HEX soma o antigo com o moderno. Os moradores veem a convivência com a bruxa de formas diferentes: alguns criaram um relacionamento emocional com Kat, outros tratam o assunto de forma profissional ou cotidiano e a sua maioria a teme. A vida monótona da cidade é abalada quando um grupo de jovens começa a interferir na rotina de aparições de Katherine Van Wyler. Seja em razão do tédio ou pela curiosidade, eles colocam Black Spring em perigo e as consequências podem ser desastrosas.

Acredito que a versão traduzida perdeu um pouco do charme original, uma vez que trocou a ambientação da história de uma vila holandesa, para uma cidade clichê do interior dos EUA. A história começa com a apresentação de alguns personagens de forma insípida e um pouco perdida até 1/3 do livro, quando o ritmo muda e temos um triller cativante até o final.

Não preciso dizer que criei empatia com a bruxa e nenhuma conexão com qualquer outro personagem. A dualidade entre as tradições impostas aos moradores, em razão da maldição e a necessidade de viver livre além dos limites da cidade, está presente em todo o livro, transformando os personagens em vítimas ou criaturas desumanas.  As aparições de Katherine e o descritivo de suas movimentações criam um clima tenso e angustiante durante a leitura (o que ADOREI!).

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“A humanidade já provou inúmeras vezes que tem uma tendência a atravessar barreiras que não deveria.” 

HEX foi um livro que enrolei 1 semana nos primeiros capítulos e devorei em 1 noite o resto. Achei a história criativa, que tinha tudo para ser memorável, mas se perdeu em alguns detalhes de construção de personagem e ambientação (de repente o original não tenha estas lacunas). Gostei bastante, entrando para minha lista de Top 10 do gênero pela criatividade do enredo.

A Warner Bros. está atualmente desenvolvendo uma série de TV baseada no livro (eba!).

Fiquei com uma dúvida… de quem será a silhueta que aparece na contracapa do livro da editora Darkside? Minha aposta: Steve Grant. Qual a sua aposta?

Resenha by Tatiana Mesquita

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