“Mulheres sem nome” – Marta Hall Kelly

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A história por trás da história.

Inspirado em personagens reais da Segunda Guerra Mundial (duas protagonistas que existiram de verdade), um romance encantador sobre coragem, escolhas e redenção inspirados nos relatos das sobreviventes de Ravensbrück.

A autora entrelaça as trajetórias de três personagens femininas fortes com os fatos da Segunda Guerra Mundial.

Caroline Ferriday (personagem real) trabalha como voluntária no Consulado da França, e se vê sobrecarregada em função da iminência da guerra.

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Caroline Ferriday

A jovem polonesa Kasia Kuzmerick vê sua infância perdida quando é enviada para o campo de concentração de Ravensbrück. (Personagem construída por meio de relatos de sobreviventes)

Herta Oberheuser (personagem real) encontra a oportunidade de trabalhar como médica- cirurgiã a serviço da Alemanha nazista e faz experiências terríveis com mulheres e crianças.

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Nenhuma de nós sabia como estávamos erradas naquela manhã quando saímos do trem e mergulhamos no inferno”.

Realmente impressiona saber o que foi Ravensbrück: um campo de concentraçāo exclusivamente  para mulheres e com experiências médicas realizadas onde nomearam as 74 mulheres que serviram de cobaias como “Coelhas polacas”.

A trama não envolve somente uma das épocas mais terríveis da História – o Holocausto – mas também as dificuldades sentidas no pós guerra. Desde histórias cotidianas, interesses amorosos, perdas e pequenas lutas diárias.

“Eu havia sobrevivido a Ravensbrück. Como a vida cotidiana poderia ser mais difícil do que aquilo?”

Para quem gosta de romances históricos eu recomendo. E muito.

Vale muito a leitura!

 

Como surgiu a ideia do livro:

É difícil definir de onde vem a inspiração para novas histórias, mas Martha Hall Kelly consegue se lembrar exatamente do momento em que leu uma reportagem sobre Caroline Ferriday, uma ex-atriz da Broadway e socialite americana que trabalhava no Consulado da França em Nova York no ano em que o exército de Hitler invadiu a Polônia, 1939.
A história sobre Caroline era até então desconhecida para Martha. Na matéria, as fotos da bela casa com jardim onde a socialite havia morado despertaram sua curiosidade. Mas isso era apenas um pequeno detalhe que levaria a escritora a conhecer melhor a vida dessa mulher que lutou tanto em um dos períodos mais tristes da história.

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Caroline Ferriday e as “coelhas” polacas, sobreviventes de Ravensbruck

Anos depois, Martha não conseguia esquecer o que havia lido e decidiu conhecer a casa de Caroline pessoalmente. Durante o tour pelo local, a autora descobriu que Caroline foi uma das responsáveis por denunciar os horrores cometidos em Ravensbrück, campo de concentração exclusivamente feminino localizado no norte de Berlim, durante a Segunda Guerra Mundial.

E foi ai que decidiu escrever a história.
No final do livro temos a nota da autora, no qual ela cita os principais pontos de partida para a criação de sua história e as referências tiradas da realidade. Grande parte da história e dos personagens foram inspirados em fatos reais. Martha decidiu contar a história de mulheres sem nome, verdadeiras heroínas desconhecidas.

Bianca Brandão

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Capa portuguesa
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